5.7.09
4.7.09
Do exagero
publicado por manuel a. domingos às 15:26 0 comentário(s)
marcadores: divagações
Escritores polémicos
publicado por manuel a. domingos às 15:10 0 comentário(s)
marcadores: divagações
Thomas Bernhard
publicado por manuel a. domingos às 14:57 0 comentário(s)
marcadores: citações
26.6.09
21.6.09
Um poema de Pedro Mexia
Para o meu bem
Os pais tudo fizeram
para o meu bem.
Amparando quedas
da metafórica bicicleta.
Exorcizando sustos
que eu próprio espantava.
Dizendo, sem dizer,
a razão que tinha Agostinho.
Mostrando, sem mostrar,
a ética diferença.
Os pais tudo fizeram
para o meu bem.
A quem posso eu sair?
em Vida Oculta, Lisboa: Relógio D'Água, 2004, p. 30.
publicado por manuel a. domingos às 15:33 0 comentário(s)
marcadores: poemário
Pequenos prazeres burgueses
publicado por manuel a. domingos às 15:05 1 comentário(s)
marcadores: divagações
Lí por aí
publicado por manuel a. domingos às 12:19 0 comentário(s)
marcadores: dos outros
Um poema de Carlos Luís Bessa
poema com domicílio
Esta apólice, o vizinho de cima
A puxar o autoclismo
A bater na mulher e nos filhos.
A água da torneira com cheiro a lexívia
Sempre a pingar
O televisor com uma avaria.
Talvez o canteiro das flores
Sujas e mal tratadas
Estas zangas por tudo e por nada.
em Lançam-se os Músculos em Brutal Oficina - O Conhecimento das Coisas, Lisboa: & etc, 2000, p.27.
publicado por manuel a. domingos às 11:56 0 comentário(s)
marcadores: poemário
20.6.09
Da impossibilidade?
publicado por manuel a. domingos às 13:50 0 comentário(s)
marcadores: divagações
Um poema de Alexandre O'Neill
Em todo o acaso
Remancha, poeta,
Remancha e desmancha
O teu belo plano
De escrever p’la certa.
Não há «p’la certa», poeta!
Mas em todo o acaso acerta
Nem que seja a um verso por ano…
em No Reino da Dinamarca (1958) in Poesias Completas, Lisboa: Assírio & Alvim, 2002, p. 83.
publicado por manuel a. domingos às 12:57 0 comentário(s)
marcadores: poemário
18.6.09
Lí por aí
publicado por manuel a. domingos às 19:55 2 comentário(s)
marcadores: dos outros
O decifrar dos dias
publicado por manuel a. domingos às 10:59 0 comentário(s)
marcadores: divagações
Pop
Ah! Como gostava que tudo fosse simples como uma canção pop.
publicado por manuel a. domingos às 10:48 0 comentário(s)
marcadores: divagações
17.6.09
E agora um pouco de narcisismo balofo
publicado por manuel a. domingos às 14:28 2 comentário(s)
marcadores: divagações
Do cheiro
publicado por manuel a. domingos às 14:27 0 comentário(s)
marcadores: divagações
Há dias assim
Por vezes regresso a um silêncio que julgava resolvido.
publicado por manuel a. domingos às 12:24 0 comentário(s)
marcadores: divagações
16.6.09
Pensamento do dia
Governo - Meio Bicho e Fogo
publicado por manuel a. domingos às 22:00 0 comentário(s)
marcadores: divagações
Tipo: desejo
Gostava tanto de dizer e escrever coisas inteligentes e ser citado e tal.
publicado por manuel a. domingos às 19:22 1 comentário(s)
marcadores: divagações
Um dia como o de hoje
publicado por manuel a. domingos às 18:59 1 comentário(s)
marcadores: divagações
15.6.09
A Parte pelo Todo – João Luís Barreto Guimarães
João Luís Barreto Guimarães está consciente desta questão. E tenta contorná-la. Um bom exemplo disso é o poema Introdução ao Niilismo, onde a Morte coabita com a ironia (ou será cinismo?): «A noite passada enviei um SMS ao meu Pai/mas ele não respondeu./Já kontava kom issu.» (p.19). É claro que o resultado nem sempre é o mais conseguido. No mesmo poema, uns versos mais à frente, o autor remata: «Já tenho ligado para Deus/parece dar sempre ocupado.» (p.19). Tal como de Deus, da Morte, esse segredo que se leva para a sepultura (Wislawa Szymbroska), nunca se obtém resposta, nada dela advém: «Um dia/depois de tombar plantámo-lo/num metro de terra talhado à terra dura/da terra onde nasceu./Ainda não cresceu nada.» (p.25). Novamente, é a ironia/cinismo que tenta salvar o poema.
Todavia, o tema mais presente, na poesia de João Luís Barreto Guimarães, não é a Morte: é o quotidiano: o quotidiano real e não transfigurado (é claro que este afirmação é arriscada), isto é, o dia-a-dia mais comum possível: «Quando Barbara entrou na Pequena Cirurgia/para resolver a lesão da hemiface esquerda/ninguém contava que eu lhe pedisse para dizer/Wislawa Szymborska. Era/uma mancha disforme de/tantos por tantos centímetros/cuja exérese resultou/(graças a Deus?)/completa.» (p.27). É claro que a validade poética – se é que tal coisa é ainda possível nos dias de hoje – pode ser aqui, como noutros poemas, questionada. Mas não é isso que a poesia deve fazer? Questionar? Colocar o homem frente a frente consigo mesmo? Haverá algo mais incerto e inquietante que o quotidiano? Haverá maneira mais simples ou bela de dizer, jogando com as palavras, aquilo que é evidente : «Na armadilha do tempo/ninguém tomba por engano:/não se expurga a pele por décadas quanto muito/dano a /dano.» (p.42).
Não sendo o livro mais conseguido de João Luís Barreto Guimarães, A Parte pelo Todo vale pelo confronto do Homem com o irrecuperável, pela denuncia (que nunca é suficiente) do absurdo que é a Morte, pela validade da poética do quotidiano.
publicado por manuel a. domingos às 15:50 0 comentário(s)
marcadores: fichas de leitura
Qualquer coincidência é pura semelhança
publicado por manuel a. domingos às 11:06 1 comentário(s)
marcadores: divagações
12.6.09
Basicamente...
sou um gajo desmotivado.
publicado por manuel a. domingos às 14:56 3 comentário(s)
marcadores: divagações
9.6.09
Punk: ida e volta (5)
publicado por manuel a. domingos às 19:06 2 comentário(s)
marcadores: punk: ida e volta
Punk: ida e volta (4)
publicado por manuel a. domingos às 19:04 2 comentário(s)
marcadores: punk: ida e volta
Punk: ida e volta (3)
publicado por manuel a. domingos às 16:41 0 comentário(s)
marcadores: punk: ida e volta
Um poema de Rui Costa
Escrevo, decerto, por qualquer
razão inútil que não vais nunca entender.
Surgem as frases, vês, desconhecidos
que no bar do acaso encontro e são
as tuas mãos a escrever por mim.
Minto-lhes, digo que só te amo
a ti, eles riem e pedem-me pra ficar,
que sim, que a noite ainda é uma pequena
musa no breve altar venal do coração.
Fico. Dou à boca o jeito do cigarro
e é em fumo que transformo o corredor
de imagens, metáforas, pequenos desvios de
ritmo mais pobre ou queda sempre a pique
em sentido nenhum. Às vezes, sabes, é mais
difícil descobrir que o amor, como o cigarro,
quando se acende é que começa
a iluminar o fim.
publicado por manuel a. domingos às 15:04 0 comentário(s)
marcadores: poemário
8.6.09
Pensamento do dia
Sex Pistols - Holidays in the sun
publicado por manuel a. domingos às 19:30 0 comentário(s)
marcadores: divagações
Punk: ida e volta (2)
publicado por manuel a. domingos às 19:07 1 comentário(s)
marcadores: punk: ida e volta


